sábado, 29 de janeiro de 2011

Mais um sábado

Sábado a noite em casa chega a ser um pouco tedioso. È estranho depois de tantos finais de semana saindo e conhecendo pessoas, hoje estou assintindo TV e navegando na internet. No MSN apenas 4 pessoas.
Realmente sábado em casa não combina! Mas não é o fim.

Um sábado, uma noite, uma balada

De um lado, salto alto, sorrisos, dança. De outro, bebidas, olhares e xavecos. E ao fundo música alta. Os clubes e barzinhos lotam e no embalo do sábado a noite surge a balada.
Se para nós balada é música e diversão, no final do século XVIII os alemães utilizavam este termo para descrever poesias narrativas de caráter folclórico. Segundo o dicionário Houaiss o significado da palavra é poema narrativo popular acompanhado ou não de música alta, e ou canção romantica em ritmo lento. Lento? Bem diferente do que conhecemos hoje.
Quando chega o final de semana o que deseja é diversão. Então, naquela vibe de sair você escolhe uma roupa que te valorize ou aquela que se sinta com o poder e sai para beber e rir com os amigos e, quem sabe encontrar alguém interessante.
Depois de uns copos e doses a alegria contagia e o clima esquenta e a pegação rola.
Ai que mora o perigo. As pessoas fazem coisas que não faria em sã consciência e no outro dia bate o arrependimento e surgi à famosa frase "não acredito que fiz isto". Nem adianta colocar aculpa na cerveja.

Você sai impecável, cabelo no lugar, para as meninas, maquiagem perfeita e encima de um belo salto. Algumas horas mais tarde em contato com a fumaça, luzes e álcool o seu cabelo não é mais o mesmo, o lápis preto escorrido denuncia que sua maquiagem esta derretendo. O vermelho na esclera do olho vem da bebida e do sono e os pés doendo do cansaço revelam que esta na hora de partir.

Salve, salve aos que tem energia de sobra e quando a música acaba e as luzes se acendem eles ainda pedem mais uma!
A noite vai acabando o sol raiando e o domingo começa anunciando que a segunda esta perto e traz com ela a rotina do dia-a-dia.
Vamos nós pobres mortais trabalhando, estudando e lutando para ser alguém na vida.
E na ansiedade de mais um final de semana passamos dias planejando detalhes para que o próximo seja melhor. Esta vida um dia cansa viu!
E começa tudo outra vez até os tempos da juventude ir se embora e as lembranças ficarem na sua memória.

Como relatam estudiosos, a estréia na vida noturna esta cada vez mais cedo e acompanha uma geração que está adiantada em muitos outros aspectos.
Para outros é um sacrifícico acompanhar o mundo nesta dança e ainda ter que aturar o blablablá de adolescentes, preferem uma noite mais sussegada e em resposta leva um “você está chata”. A verdade é que cada um tem uma idéia de diversão diferente.


Conversei com dois jovens de 20 anos, ambos dizem que na balada você esquece os problemas e alivia o stress. Para eles esta rotina do sábado é uma válvula de escape.
Deixa de lado qualquer sentimento ou algo ruim e da espaço para a curtição sem pensar no que os outros vão achar, nem que seja só por aquele momento.
Como sempre relaciono músicas aos meu textos, aqui não poderia faltar. Uma que traduz bem isto é “Sábado à Noite” de Lulu Santos. Para quem conhece ou não, vale a pena ouvir: “ Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite. Bem no fundo todo o mundo quer zoar. Todo mundo sonha em ter uma vida boa. Sábado à noite tudo pode mudar…”